É sem nenhum objetivo de autopromoção que crio esse blog. Existirão aqui coisas desnecessárias e algumas porcarias, portanto as desconsiderem.
Com pouca freqüência colocarei algo que realmente interesse, mas nada genial.
Portanto, esperem que essa página seja como algumas outras milhões que existem por ai, vazia.
sábado, 12 de junho de 2010
Como, meu Deus, tu podes fazer um ser tão sentimental quanto eu?
Como toda boa receita, começarei com o verbo no imperativo. Mexa-se! Por favor, mexa-se! Não se iluda com as luzes e cores, pois elas ultimamente são pasteis e opacas. Jamais deixe que o despertar, o jantar e a suas relações se tornem rotineiras. Sim, tome bastante cuidado com isso! Pare, pense e analise, o quando uma doença, um namorado ou namorada nova, ou talvez um fim de semana no campo esteja virando uma trama ou algo tão surpreendente que seja capaz de ser uma das únicas razões que te faz feliz hoje.
Então, afinal o que eu quero que você, me caro leitor, faça? Simplesmente olhe as coisas de uma forma diferente, mas um diferente singular. Não peço que veja a luz no fim do túnel ou que descubra a felicidade, só quero que crie seu mundo virtual. E se nele for necessário viver no escuro, apague as lâmpadas. Sinta o vento e feche os olhos, imagine o todo e suas relações, seja intuitivo e criativo.
Antes que pense nisso eu aviso, não, definitivamente essa não é uma receita para se quebrar padrões, pois é impossível viver longe deles quando se tem um mundo real. Padrões existem e devem ser seguidos, mas somente quando se é observado caso contrário enlouqueça, projete-se em outra dimensão diferente do palpável. Imagine a música sem som, a fotografia sem o olhar, não sinta o gosto da comida, perceba o mundo além dos seus sentidos. O real tem se tornado patético por isso navegue na sua rede, e veja que ela tem mais informação do que imagina hoje.
Necessito sim, nesse exato momento de livra-me daquele menininho. Já é tarde, porém é mais que preciso discutir minha relação com o papel e a caneta.
Falemos então, sobre algo que tanto tem me impedido de escrever poemas e crônicas nesses últimos meses, a vida boêmia, a grande vilã de qualquer produtividade.
Do amanhecer no almoço, do almoço no lanche da tarde, do lanche da tarde no jantar e do jantar em nem sei a hora! O despertar é talvez a maior virtude da boêmia, seu apogeu. Limitá-lo, é o primeiro sinal que a vida não anda lá essas coisas. Por isso não abram as cortinas, não há belo sol que pague horas de sono.
Mas não é só de sonecas que se faz um boêmio, é preciso ter amores. Não importando é claro, o seu estado. Uma pessoa que se preze apaixona, desapaixona, ama e implora infinitas vezes, mesmo que nem sempre vivendo em um conto de fadas. Afinal, tristeza faz parte, ela nos inspira. E é um bom motivo para bebedeiras, pois a não há nada mais piegas e elegante do que chorar e cantar por um amor que se foi.
Viva aos extremos, o chamado tudo ou nada. Jamais se preocupe algum tempo depois a vida social irá voltar os jogos, as mulheres e a música. Bendita seja boêmia!
(...) Menti, sou nada mais nada menos que um pequeno cidadão comum que faz todo o inverso de cima. E somente a música, que traz o primeiro acorde desde estilo de vida, o resto à imaginação toma conta na mais perfeita desordem. Logo após, volto novamente a ser aquele garotinho que culpa a boêmia por sua não produção literária. Maldita Boêmia!