sexta-feira, 7 de maio de 2010

Necessidades de um poeta


Para se interpretar bem um poeta é necessário sentir...

Para se decorar bem um poema é necessário entender...

E para se ler bem um poema é necessário escrever...


As rimas ajudam a criar esse mini quebra cabeça

Mas não são o todo.

Coitado de nós, poetas sem rimas se assim não fosse.


Para se fazer um bom poema é necessária certa timidez...

É necessário ter a necessidade de se expressa de uma outra forma

Para ser um bom leitor de poemas é necessário não conseguir expor o todo...

E buscar o todo no poema ao lado


Todo bom escritor de poemas é um bom leitor de poemas

E quase todo bom leitor é um bom escritor de poemas


Es então, a paixão pelas palavras não ditas

Pelo identificar-se...

Pelo sofrimento e felicidade alheia


E por fim, para ser um bom poeta e leitor é necessário sentir...

Sinta, sinta, sinta...

Sintam mais que todos...


E depois sinta mais um pouco...

E só depois sinta!

Tainara Coutinho

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Preciso me encontrar


"Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar..."


Candeia

domingo, 2 de agosto de 2009

(...)




“A condição do maravilhoso tá no concreto” (Provérbio Hindu)



Sem título


Entre a ciência e arte

Vivo cada palavra e rima...

Teletransporto para qualquer ambiente escrito


Imagino, crio, vivo e sinto

Respectivamente!


Vivo a letra de música que escuto...

Vivo a lida melodia...

Vivo o que ela conta...

Mesmo instantaneamente!


Dou um fim a uma história..

E aposto o início da próxima.


Vivo o mundo,

Mas não o vejo

E ainda assim, o abraço com as pernas.


Gosto desses extremos

E por ele me faço...


Gosto da overdose que a ciência me proporciona

Do cansaço que ela dá minha mente viajante

Gosto do tudo ou nada!


E assim vem se fazendo minha vida

Sem conclusão de texto ou ação

Sem glórias ou prêmios


Simples, imaginada e sutil...

Com muito e pouco ao mesmo tempo.

Tainara Coutinho



quinta-feira, 9 de julho de 2009

A Receita


Como toda boa receita, começarei com o verbo no imperativo. Mexa-se! Por favor, mexa-se! Não se iluda com as luzes e cores, pois elas ultimamente são pasteis e opacas. Jamais deixe que o despertar, o jantar e a suas relações se tornem rotineiras. Sim, tome bastante cuidado com isso! Pare, pense e analise, o quando uma doença, um namorado ou namorada nova, ou talvez um fim de semana no campo esteja virando uma trama ou algo tão surpreendente que seja capaz de ser uma das únicas razões que te faz feliz hoje.

Então, afinal o que eu quero que você, me caro leitor, faça? Simplesmente olhe as coisas de uma forma diferente, mas um diferente singular. Não peço que veja a luz no fim do túnel ou que descubra a felicidade, só quero que crie seu mundo virtual. E se nele for necessário viver no escuro, apague as lâmpadas. Sinta o vento e feche os olhos, imagine o todo e suas relações, seja intuitivo e criativo.

Antes que pense nisso eu aviso, não, definitivamente essa não é uma receita para se quebrar padrões, pois é impossível viver longe deles quando se tem um mundo real. Padrões existem e devem ser seguidos, mas somente quando se é observado caso contrário enlouqueça, projete-se em outra dimensão diferente do palpável. Imagine a música sem som, a fotografia sem o olhar, não sinta o gosto da comida, perceba o mundo além dos seus sentidos. O real tem se tornado patético por isso navegue na sua rede, e veja que ela tem mais informação do que imagina hoje.

Tainara Coutinho

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Vida Boêmia!



Necessito sim, nesse exato momento de livra-me daquele menininho. Já é tarde, porém é mais que preciso discutir minha relação com o papel e a caneta.

Falemos então, sobre algo que tanto tem me impedido de escrever poemas e crônicas nesses últimos meses, a vida boêmia, a grande vilã de qualquer produtividade.

Do amanhecer no almoço, do almoço no lanche da tarde, do lanche da tarde no jantar e do jantar em nem sei a hora! O despertar é talvez a maior virtude da boêmia, seu apogeu. Limitá-lo, é o primeiro sinal que a vida não anda lá essas coisas. Por isso não abram as cortinas, não há belo sol que pague horas de sono.

Mas não é só de sonecas que se faz um boêmio, é preciso ter amores. Não importando é claro, o seu estado. Uma pessoa que se preze apaixona, desapaixona, ama e implora infinitas vezes, mesmo que nem sempre vivendo em um conto de fadas. Afinal, tristeza faz parte, ela nos inspira. E é um bom motivo para bebedeiras, pois a não há nada mais piegas e elegante do que chorar e cantar por um amor que se foi.

Viva aos extremos, o chamado tudo ou nada. Jamais se preocupe algum tempo depois a vida social irá voltar os jogos, as mulheres e a música. Bendita seja boêmia!

(...) Menti, sou nada mais nada menos que um pequeno cidadão comum que faz todo o inverso de cima. E somente a música, que traz o primeiro acorde desde estilo de vida, o resto à imaginação toma conta na mais perfeita desordem. Logo após, volto novamente a ser aquele garotinho que culpa a boêmia por sua não produção literária. Maldita Boêmia!

Pseudônimo: Bruno Goslar

Tainara Coutinho



terça-feira, 16 de junho de 2009

domingo, 31 de maio de 2009

Carta ao Tom


"Rua Nascimento Silva, cento e sete
Você ensinando prá Elizete
as canções de canção do amor demais
Lembra que tempo feliz, ai que saudade,
Ipanema era só felicidade
Era como se o amor doesse em paz
Nossa famosa garota nem sabia
A que ponto a cidade turvaria
este Rio de amor que se perdeu
Mesmo a tristeza da gente era mais bela
e além disso se via da janela
Um cantinho de céu e o Redentor
É, meu amigo, só resta uma certeza,
é preciso acabar com essa tristeza
É preciso inventar de novo o amor"


Toquinho e Vinicius de Moraes